Este artigo de opinião pretende apresentar de forma simples e objectiva uma reflexão sintetizada sobre os impactos profundos e estruturais que a pandemia Covid 19 trouxe (ou se calhar só acelerou) no modo, na forma e no modelo em que as empresas e os negócios se gerem. Por ponto prévio e inequívoco é que o estado de pandemia trouxe às empresas e aos negócios (para além dos efeitos de incerteza e receio), mudança profunda e estrutural. 

As alterações provocadas pelos efeitos da pandemia sentiram-se em toda a envolvente empresarial, nomeadamente interna, em tudo aquilo que a empresa tem maior controlo e capacidade de decisão, mas principalmente na envolvente externa, onde a empresa e os decisores têm menor capacidade de intervenção, principalmente as Micro e PME`s (SME´s). São exemplo da envolvente externa a obrigatoriedade do fecho de estabelecimentos, o estado de emergência, cancelamento de encomendas, restrições à produção, teletrabalho, etc.

Assim partindo desta base, qualquer empresário, gestor ou decisor, poderá pensar, estruturar e construir cenários e definir caminhos. A base é inequivocamente MUDANÇA!

Com o actual estado de arte, assente num contexto de mudança profunda e estrutural deixam-se algumas dicas que poderão ajudar as empresas a reforçar os seus níveis de competitividade, preparando-se para os desafios actuais e principalmente para os desafios futuros:

    • Pensamento estratégico – Em tempos e cenários conturbados, pensar pode ser uma vantagem, pensar estratégico, levante a cabeça e alargue o horizonte temporal!
      1. Estado de Arte – Qual o estado de arte do meu negócio, (envolvente interna e externa). Em que ponto de situação está a minha empresa/negócio/sector, deve ser o mais simples e fiel possível, quanto mais for, melhor poderão ser as decisões estratégicas que definir.
      2. Visão Estratégica – Face à envolvente do meu negócio, num contexto de mudança profunda, que orientação estratégica posso definir. Modelo de Negócio e de Gestão. Questões como recursos (humanos, financeiros, tecnológicos) disponíveis, recursos necessários, lembre-se que estamos num contexto de recursos escassos (lembremos os financeiros). Novas formas de negócio, novos produtos/serviços, canais de venda, eficiência de gastos, digital, R.H., etc. Os incentivos à retoma e ao investimento podem ser um bom instrumento. A orientação estratégica deve assentar na inovação, do modelo de negócio, de gestão e no acréscimo de valor para o cliente (inequivocamente isso será valorizado).
      3. Operacionalização – Operacionalização da estratégia definida de forma exequível. Operacionalização de modelo de negócio e modelo de gestão em função dos recursos disponíveis.

Síntese

Se num cenário de “normalidade” já existe dificuldade na gestão de recursos, num cenário de incerteza e mudança externa profunda ainda maior será a dificuldade. Lembre-se num cenário de mudança disruptiva a inovação é um forte aliado.

Bom ano e bons negócios!

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